domingo, 22 de abril de 2012

Clichê Singelo


É um pedaço de papel
Que cruza os ventos e para aí.
Aí na sua mesa, no seu caderno.
E você lê, sorrindo inocente:
Sorriso branco de criança
Que faz os cabelos balançarem
Com uma brisa de alegria.

É um pedaço de papel,
Poucas palavras.
Talvez só mais um clichê singelo
Que fará você sorrir:
Sorriso branco de criança
Que faz os cabelos balançarem
Com uma brisa de alegria.

E por ser um clichê
Talvez seja só um pedaço de papel
E pouca importância em palavras,
Mas você vai sorrir:
Sorriso branco de criança
Que faz os cabelos balançarem
Com uma brisa de alegria
E encanto, por mais um clichê.


                          (Diogo Sanches)



terça-feira, 17 de abril de 2012

Vencedores e perdedores

O grande problema das pessoas é a desistência. Desistem antes mesmo de começarem, por um simples medo, ou experiências passadas. Deixam de dar aquilo que podem por um receio guardado. A culpa, por sua vez, é sempre direcionada ao outro. O patrão sempre está errado. O governo é culpado por tudo. Os filhos então, sempre sofrem com tudo isso, são culpados pelas dores de cabeça e pelo cansaço. Quando na verdade, você está cansado antes mesmo de colocar o pé no chão. Você acorda e já coloca na cabeça: hoje é um dia daqueles. Levanta arrogante e estúpido, culpa as crias e a parceira, vai para o serviço, não faz seu papel e o chefe é o vilão, como se ele fosse culpado por sua vida não ser perfeita. Então você culpa o transito pela dor de cabeça. O mau atendimento da lanchonete é culpado por não comer direito. O caixa do supermercado te fez perder cinco minutos, culpados são eles. Então pare para pensar: de quem é a culpa? Experimente levantar um dia e, por mais que seja forçado, agradar a pessoa que está do seu lado e sorrir para que os filhos tenham um bom dia. Tente chegar ao serviço e fazer aquilo que é pago para fazer. Tente sorrir para o atendente da lanchonete, ou para o caixa do supermercado. Isso é o que diferencia vencedores e perdedores. A derrota é você quem faz, não o aperto no fim do mês. Vencer é tentar, não viver um conto de fadas. Vença cada dia mais e você vai ter uma vida feliz, e um final melhor ainda.


sexta-feira, 6 de abril de 2012

Verdade seja dita...


Existem coisas que andam me tirando do sério ultimamente. A primeira delas é o “falso ativismo” das pessoas. É fácil publicar no facebook o dia todo defendendo tal assunto com unhas e dentes, mas sentar a mesa e fingir para a família, ou até mesmo agir de forma contrária no dia-a-dia. Quer ser ativista, fazer a diferença? Pega a “porra” da tua mesada, ou um pouco da “merda” do teu salário e ajude uma criança carente, ou animais que vivem nas ruas realmente passando um mau bocado. Outra é a falta de noção de certas pessoas. Se você quer ter um “felizes para sempre” igual as princesas dos contos infantis que você lia na sua infância, imploro para que você deixe de parecer e agir como uma vadia, um vagabundo, e tudo ao oposto dos príncipes e princesas dos contos de fadas. E por ultimo, e não menos importante, na verdade, o mais importante. É sobre o que tem sido dito sobre “amizade verdadeira”. Eu não vou usar a forma correta de se escrever agora, porque eu nem sei como dizer isso sendo ameno. Se você crê que uma amizade é aquela em que você FODE a pessoas e ela corre atrás, meu bem, você é mais burro ainda do que eu pensava. Isso não é mais, nem menos, do que falta de amor próprio. Não da sua parte, da parte do otário que corre atrás. A sua falta de amor próprio é quando começa julgar a pessoa que só te deseja o bem, que faz tudo para ver você longe da sarjeta, como um “nada” na sua vida. Pois bem, eu vou passar a me tornar um nada, porque você é sempre o centro de tudo. Chamar atenção de forma extravagante, não te faz melhor que a minha pessoa, ou a dos outros colegas, só te torna mais desesperado por atenção. Pouco me preocupo com os teus atuais problemas e não vou voltar a me importar nunca mais, porque eu sou “nada”, se lembra? Agora sim vou falar de forma coloquial. ESTOU ME FUDENDO! É, é isso mesmo. Eu não me importo com a sua vida, que com certeza vai voltar para a sarjeta. Eu não me importo com os seus namoros e casos. Não me importo com o que faz, fez ou vai fazer com a “merda” da sua vida. Eu lavei as minhas mãos no mesmo instante que você colocou em nossa “amizade” um rótulo bem grande e claro, com ênfase, que para mim significou uma “amizade não existente”. Eu nunca neguei nada a ninguém quando o assunto é ajuda, mas COLEGA, você perdeu qualquer chance de ter meu apoio com as atuais atitudes. Seja franco com si mesmo, se mate. Meus parabéns.

domingo, 1 de abril de 2012

Retalhos de papel

Você limpa sempre a fachada,
Guarda as coisas em caixas
E leva o lixo para fora.
Mas nunca se dedica a mudar,
A melhorar, a crescer.
Os seus passos ficam lentos,
Por conta do peso que carrega.
E então você se dá conta
De que nem tudo que está guardado
É necessário.
E como retalhos de papel,
Você vai jogando tudo fora.
Tirando da sua vida
O que não é mais necessário.