Dizem que ao morrer, sua vida passa diante dos seus olhos. É o que se diz. Os momentos bons e ruins são lembrados e eternizados em sua alma. Voltando ou não, aquilo vai morrer. Faça valer a pena. Um segundo, um minuto, um mês. Não importa. Apenas faça. Eu mal tenho 19 anos e minha vida se resume a não tentar. Na verdade, tentei. Tentei. Tentei me matar. Tentei ferir. Tentei encher o mundo de ódio. Mas não foi por mal. Não apontei laminas no pescoço e pulsos por saber o que estava fazendo. Mas algumas coisas me salvaram. Algumas pessoas na verdade. Na verdade, sabe do que eu vou me lembrar quando morrer? Que eu fui, literalmente, muito “filho da puta”. Muito mesmo. Porém não se resumirá a isso. Vai se resumir a algumas pessoas como Thais Cunha, Natália Nóbrega, Caio Nunes. Vão se resumir a pessoas que passarão e, assim como eles, me tirarão de onde eu me encontrarei. Vão alegrar meus dias, vão me apoiar e vão me dar um belo tapa na cara quando for preciso. Eu precisei do amor de vocês. Eu precisei do apoio de vocês. Eu precisei das broncas de vocês. Eu precisei e preciso. Eu precisei e vou continuar precisando. Vocês podem não estar mais ao meu lado como estiveram um dia, mas estão marcados. Os momentos que passarão diante dos meus olhos se resumirão também a Danilo. Se resumirão a Maria, Letícia, Guilherme. Vão se resumir a minha mãe. Vocês estiveram ao meu lado quando eu precisei. Vocês deram a mão quando a vida me puxava de volta para o buraco. Vocês me fizeram rir e me fizeram bem. Eu citei alguns nomes, mas existem outros. Vocês farão parte da minha carta de despedida. Vocês todos vão voar no vento junto com as cinzas e as lembranças.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
sábado, 24 de dezembro de 2011
FELIZ NATAL !
Ontem, eu vi uma coisa que eu não esperava mais ver. Não mesmo, eu juro. Houve uma “pré-ceia” de Natal. O motivo em si já é um pouco especial, olhando de onde eu estou. É simples, de coração, a ceia foi um dia antes para todos passarem juntos. Eu não esperava ver uma pilha de presentes, ou então todos envergonhados por terem que tirar foto com o Papai Noel. É, eu tive que tirar essa foto também. Eu não esperava. Não esperava estar sentado e alguém chamar meu nome para ganhar um presente pelo simples fato de estar presente. Já que, mesmo sendo sangue do sangue deles, eu não tenho contato algum. Mas eu fui presenteado. Mas isso não foi nada. Havia criança. Crianças puras, correndo, brincando, se comportando como nos velhos tempos. Os mais velhos riam e brincavam. Não havia problema. Era o típico Natal em família de quando eu tinha menos vinte anos. Acho que muitos, e quando digo muitos, realmente é muitos. Acho que muitos nunca viram uma criança, na ceia da família, sentar no colo do Papai Noel, ganhar o presente e agradecer. Não da forma que vi. Não da forma que eu senti aquela sensação “mágica”. Eu só queria deixar um recado nesse dia tão especial para grande maioria da população mundial. A magia do Natal não está em cartões, não está em presentes, não está em uma mesa farta. Não está na família inteira apenas reunida. Toda essa mágica do Natal que ouvimos falar quando crianças, vem de um único lugar: nosso coração. Esta na pureza que guardamos. Está no fato de esquecermos os problemas e deixarmos tudo isso fluir. Está no ato de ajudar o próximo, de desejar o bem. Muitos fazem isso só na virada, por quê? Isso eu não sei responder. Mas eu acho que no Natal faz muito mais sentido. Porque perder tempo desejando bens materiais? Garanto que você ficaria muito melhor em ver o próximo sendo ajudado. Mesmo que não seja por causa do seu pedido, mas você desejou. Isso basta. Não precisa acreditar no Papai Noel, nas renas mágicas. É preciso acreditar em você, na mágica e no poder que cada um tem dentro de si. Feliz Natal e que todo o mundo receba um único presente: PAZ!
sábado, 17 de dezembro de 2011
Esperança
Eu não vejo mais filhos ou então fins de semana no sitio. Vejo um apartamento pequeno, a sala ainda sem sofá. Livros por todo lado e o violão jogado no canto. Melodias que acordam os vizinhos e amigos pra todo lado. Vejo dias inteiros com a cara nos livros e outros de raiva, estresse e desarmonia. Sonho...terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Thus was born
Todos nascem diferentes uns dos outros. Um nasce preto, outro branco, um cresce mais, o outro menos. Existem lá foram milhões de pessoas diferentes umas das outras e em um país como o Brasil não deveria existir o preconceito mais. Todos por aqui tiveram ancestrais pisoteados pela sociedade. Os negros eram escravos, os indios morriam, estrangeiros trabalhavam para ganhar uma miséria. Só no caso de todos os seus ancestrais serem portugueses, mas dai você indiretamente é julgado como burro. Qual o problema na diferença? Eu não sou igual a um anão, mas não o julgo. Não sou negro, mas nem por isso eu o julgo. Meus olhos são claros, meu cabelo é claro e liso, e dai? Chega, dê um basta. Deus ama a todos indiferente de cor, raça, altura, peso, sexualidade. Deus te ama. Mas não queira que a sociedade te aceite, antes de você fazer isso por si mesmo. Se aceite da forma que é: negro, baixo, gordo, gay. Se aceite e se ame, que Deus estará do seu lado. Nós nascemos assim!
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Tempo perdido
Perdi tempo caminhando e transando.
O tempo se foi, sem contar ou importar,
Apenas foi e não volta mais.
Perdi tempo caminhando e transando.
As garotas entravam, sem contar ou importar,
Apenas entravam e não voltavam mais.
Perdi tempo, dinheiro e vida.
Perdi tempo que não volta,
Dinheiro que não volta
E vida que foi embora.
Tempo passou, minha vida não mudou,
O que significa que perdi tempo.
O tempo se foi, sem contar ou importar,
Apenas foi e não volta mais.
Perdi tempo caminhando e transando.
As garotas entravam, sem contar ou importar,
Apenas entravam e não voltavam mais.
Perdi tempo, dinheiro e vida.
Perdi tempo que não volta,
Dinheiro que não volta
E vida que foi embora.
Tempo passou, minha vida não mudou,
O que significa que perdi tempo.
sábado, 12 de novembro de 2011
Passos e fases
Nem sempre as coisas caminham da forma que desejamos, mas o mundo continua girando mesmo sem nossa permissão. Os amores se apagam nas páginas dos livros de quando éramos crianças, os amigos vão embora e as faculdade os tiram de perto de você. Todos têm dias ruins, todos têm problemas, mas nem sempre pode se deixar que isso afete sua vida. Passamos pela infância a fim de nos machucarmos, adoecermos e brincarmos. Passamos por isso para que no futuro um arranhão não doa tanto, que uma gripe não nos deixe de cama e para sabermos que pelo menos um dia brincamos e fomos felizes. E então nos tornamos adolescentes com todas as decepções, sofrimentos e lágrimas. Passamos para saber que o amor nem sempre dá certo como nos contos de fadas, que nossa família não é eterna e muito menos um pilar para continuarmos. Derramamos tantas lágrimas para aprender que o mundo não merece nos ver feridos, porque quanto mais você aparenta fraqueza, mais facas voam em sua direção. Superamos e nos tornamos adultos. Onde as brincadeiras são lembranças. Onde as lágrimas não caem. Onde as doenças básicas nos fazem lembrar das mães, dos pais, dos avós. Isso nunca vai mudar. Vivemos mudando de fases sem perceber e quando olhamos para trás, as vezes, é tarde demais.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Apenas...
O mundo deixou de ser bom para se viver a muitos anos. As pessoas só pensam em te usar para o próprio bem, te sugam até a ultima gota de sangue e as histórias de vampiros deveriam deixar de esconder a realidade por trás das palavras. Todos, uma hora ou outra, sugamos a vida de alguém, todos somos ruins por natureza, porque se você é totalmente bom, você não sobrevive. Todos temos algum tipo de habilidade que nos permite viver por mais tempo, que nos dá vantagem em alguma luta ou busca. Como toda história inventada, como cada conto existente no mundo, no fundo existe uma pequena verdade. E a verdade é essa, somos vampiros. Somos porque sugamos. Somos porque sugamos para o nosso próprio bem muitas vezes não nos importando com o próximo. Somos e isso basta. Deixamos de ser apenas humanos, deixamos de ser pessoas que desejam o bem. Somos vampiros, basta aceitar o que se é e tentar mudar, buscar uma cura. Você pode ter feito coisas horríveis no passado, pode ter sugado mil e uma pessoas, mas quando se quer mudar, não há nada que posse te impedir. Se você quer, você consegue. Você pode sentir um desejo incontrolável de sugar o sangue, mas resistir. Pouco a pouco, o insuportavel, se torna toleravel. Você começa a tolerar a falta e a necessidade. Somos apenas humanos sugadores de vida, apenas.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Em paz
Eu não sei se é muita tolice da minha parte acreditar, mas eu não sei explicar de outra forma. Eu tinha tudo para ter a pior noite, já que faziam horas que eu estava febrio, com uma insuportavel dor de cabeça, meu corpo estava todo dolorido e fraco, além de ter de tomar injeções doloridas, das quais senti cada gota se misturando ao meu sangue. Mas eu dormi bem. Eu lembro de o quarto estar abafado e eu ligar o ventilado na maior potencia ao chão, longe da cama. Lembro de assistir filme em um som não alto, mas digamos que poderia estar incomodando meu sono. Não assisti 15 minutos de filme. Eu adormeci de um jeito, de uma forma que eu nunca consegui, nem conseguirei descrever. E ao despertar, me vi olhando ao teto, costas na cama, travesseiro me cobrindo o peito e minhas mãos marcavam juntas onde estava meu coração. Me lembro de sentir frio, ir até o ventilador para mudar a potencia para o minimo e sem perceber nada, o botão simplesmente parecia emperrado, foi quando me abaixei mais e vi que a potencia já havia mudado no meio da noite. Pensei que minha mãe tivesse entrado de alguma forma, mas confirmei que não, vendo a porta trancada. Voltando a cama, percebi que misteriosamente meu monitor estava desligado e o volume baixo, extremamente baixo, como se fosse pro som se misturar ao silencio e eu só escutar murmurios. Alguém esteve aqui e passou pela porta sem abrí-la. Eu não sei se é muita tolice da minha parte acreditar, mas eu passo a acreditar novamente que alguém olha por mim. E acho que não teriam cuidado de mim dessa forma se eu não fizesse algo de bom para o mundo de alguma forma. Essa talvez seja a prova de que não acreditar na Bíblia não é o mesmo de ir contra Deus.
"Você sabe que está fazendo coisas boas quando, de alguma forma, você sente coisas misteriosas te protegendo."
(Diogo Sanches)
sábado, 22 de outubro de 2011
Vicio
De repente, é como se eu nunca tivesse parado. A sensação não mudou em nada, continuo vendo tudo desfigurado e escutando os gritos de dor na minha cabeça. Eu sorrio. Apenas por ser prazeroso pra mim viver tão a beira da morte. Caminho como se entendesse para onde vou. Não vejo faces, apenas vultos a frente. Não escuto vozes, apenas grunidos desconhecidos do além. Vejo luzes e sombras, anjos e demonios. Eu sorrio. Talvez por saber tão pouco sobre o mundo, mas ao mesmo tempo ver que outros sabem muito menos sobre si mesmos. Sorrio e as vezes gargalho alto demais. Os pássaros elevam seus miseros corpos para o céu, os peixes saltam elegantemente sobre as águas e os humanos apenas caminham como zumbis. Mas eu não vejo nada, só sombras e luz. Vejo também vermelho, sangue. Ele está escorrendo por toda parte. Dos meus pulsos, do meu peito, da sua vida. Eu sorrio e enfrento a morte cara a cara. Talvez ela me respeite por ser tão corajoso, ou apenas por eu ser louco o suficiente para fazer isso dessa forma. Eu sorrio, mas logo o efeito passa e começa tudo outra vez.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Mudanças
Ninguém nunca está bem consigo mesmo. Todos estão sempre tão preocupados com malhação, silicone, plásticas e acabam se esquecendo de cuidar melhor de si. Pessoas se preocupam com a casca, não estão nem ai para o que estão dentro e falam isso sempre que alguém as rejeita. Já tentou se perguntar o porque? Você cuida tanto para ter seios maiores, mas seu coração é gelado feito pedra de gelo. Faz tratamentos e mais tratamentos para ter a pele perfeita e acaba esquecendo de agradar quem está ao redor. Faz questão de estar bem vestido e na sua frente está alguém sem ser elogiado. Cuidados e mais cuidados, e nada do outro fazer parte do que você realmente é. Mundo, será que você pode mesmo estar reclamando dos seus parceiros? Mundo, será que Deus não se cansou da humanidade por esse tipo de atitude? Mundo, se você voltasse a milhões de anos e começasse uma nova sociedade, tem certeza que isso não começaria de novo? E em tentativas futuras dentro desse mundo, não aconteceria de novo? Não queira um lar perfeito, não queira o mundo perfeito sem mudar a sociedade antes. Pois do jeito que está poucos humanos de verdade sobreviveram sem mudanças. Serão máquinas orgânicas muito bem arrumadas e perfeitas por fora, sem coração, sem alma.
sábado, 1 de outubro de 2011
Importancia
Eu gosto de sonhar que um dia, quando tudo acabar para mim, as pessoas sentirão minha falta. Imagino pessoas derramando lágrimas, olhando fotos antigas. Mas eu sei que nunca será real. Quanto mais eu cresço, menos importante me sinto. Me sinto menos útil para seguir um caminho saúdavel e correto. Cresci fugindo de Linces que me feriram. Eu me levantei sem a ajuda de ninguém. Me tornei forte até um certo ponto. Mas, de repente, tudo foi por água a baixo. A chuva que caiu sobre minha cabeça numa noite escura levou consigo todo aquele espirito vivo que eu tinha. Sobraram cinzas. Sobraram entulhos. Sobraram restos, pedaços. E, hoje, não me resta nada daquele espirito, somente lembranças. O quão importante eu sou comparado ao que fui? Gostaria de saber se alguém derrubaria uma lágrima por mim. Gostaria de saber, não por palavras, por gestos.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Abram os olhos
A escola deveria ser um lugar onde os jovens se preparassem para o mundo. Onde deveriam aprender o suficiente para se viver em sociedade em paz. Mas onde está a verdade nessas palavras? Abram os olhos. Vejam quantos estudantes se matam mundo a fora. Abram os olhos. Não os feche como a sua religião faz. Não os feche como a sua familia faz. Não os feche como cegos, pois eles imploram pela visão perfeita que você tem. Abram os olhos. Esqueçam o que seus pais os ensinaram sobre diferença. Esqueçam o que a igreja diz sobre os seus colegas de turma. Esqueçam o que é certo para todos os outros e encontre Deus onde ele mora. Abram os olhos para a sociedade que o Deus que vive em seu coração criou. Não o Deus assassino de igrejas. Não o Deus assassino de seus tataravós que foram passados de geração a geração. Abram os olhos e vivam um pouco de paz. Chega de preconceito. Chega de fechar os olhos para Deus. Chega. Abram os olhos.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Saudade
E a canção em si
Diz tudo aquilo que a saudade me fez sentir
Doeu, queimou,
Deixou cicratiz em mim
E de repente amanheceu
Ao simples toque
Tudo se apagou
E novamente,
Um ou dois dias depois,
Tudo voltou.
(Diogo Sanches)
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Com linha e anzol
Às vezes, quando digo que estou feliz, sinto que alguém me olha torto de longe, como se não me quisesse assim. E, de repente, me arranca tudo pela boca com um pedaço de linha e anzol. Puxa com força e rápido, não tem como reagir. Quem dá o direito das pessoas entrarem em nossas vidas dessa forma?
*Não é sobre ninguém especifico, é somente algo sobre o qual senti necessidade de escrever.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Limites
Onde estão escritos os limites do ser humano? De fato existe uma regra, e cada um a interpreta do jeito que convém. Como na religião, cada pessoa tem um ponto de vista diferente, mesmo que parecidos não são os mesmos. Certo e errado. Bom e ruim. Sempre vai ter um lado ganhando e o outro perdendo. O mais engraçado é quando você está dos dois lados. Até onde planejar os seus passos é saudável? Até onde sonhar é bom? Até onde ter esperanças de um bom futuro é certo? Não se sabe. Mesmo cada um tendo a regra de seus limites, ninguém sabe dozar. Você não sabe o ponto certo em que deve parar de escrever seu futuro para viver o seu presente. Não há borracha para apagar o passado e tudo o que planejou é passado, sendo concreto ou não, é. Só queria entender melhor até onde posso ser um personagem da minha própria história ou viver a realidade do momento presente.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Vulnerabilidade
Eu não confio em mim. Sinceramente, eu nunca confiei em mim de verdade. Talvez eu possa ter enganado muito bem quando passei segurança. Essa segurança... Ela não existe. Eu nunca me abri de verdade. É dificil se abrir de verdade, inteiramente, para alguém quando tudo, exatamente tudo em sua vida sempre se vai. Eu cresci assim. Eu sou assim. Não sei explicar exatamente de onde veio tanta falta de confiança, ou de onde tenha vindo todo esse medo de certas coisas. Só sei que existem. E fazem com que todos os dias eu sinta vontade de chorar...
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Anestesiado
Nem toda anestesia que tomo faz com que a dor passe. O ódio faz parte das pessoas que convivem comigo e o medo nos faz correr da própria sombra, ou de pessoas estranhas, de repente, como em um flash ele surge e corremos. Mas as vezes pego a foto que tenho de quando era mais novo, a 12 anos atrás. Lembro da minha infancia, de ter 6 anos e todos ao redor estavam sempre sorrindo. Isso passou. O tempo passou. Na verdade, acho que nem foi tanto tempo assim. Creio que a vida não é muito longa. Outro dia eu tinha 8 anos, hoje eu tenho 16. E minha vida rodou, rodou, rodou e nunca parou. Como uma bola de neve rolando pela mais alta montanha congelada, todas as coisas ruins pioravam quando meu mundo rodava. E junto eu girei, girei, girei, até que pirei. Me perdi. Em uma noite não sabia mais voltar para casa. Não por não saber o caminho, mas por não saber onde estava. Poderia estar junto dos meus pais, que me magoaram e me fizeram infeliz. Ou poderia estar com os meus novos amigos que me anestesiaram e me deram uma saida tranquila. Mas isso foi só o começo. Depois de me decidir onde seria meu lar, tudo piorou ainda mais. Eu não tinha dinheiro, nem roupas. Eu não tinha saúde, amor, ou qualquer outra coisa. Até hoje o que tenho são cicatrizes, marcas, manchas, poucas trocas de roupa velha, uma foto e droga por todos os cantos. Tudo mudou. A vida foi longa demais, intensa demais. A vida foi curta. Ela durou muito em muito pouco tempo. Ela fugiu do controle. Lembro quando tudo isso começou a uns 2 anos. Me lembro de escutar o não dos meus pais. Lembro de escutar o não dos meus antigos amigos. Lembro de escutar o não da sociedade que não me aceitava. Mas também lembro quem me acolheu. Lembro das camas por onde passei em troca de dinheiro. Lembro das pessoas que me levaram para o apartamento onde moro. Lembro de tudo que se passou desde aquele dia. Lembro da minha vida. Mas passa. Agora passa como um flash. A anestesia que me faz lembrar sem querer morrer, não faz tanto efeito como antes. Meus pulsos estão com muitas cicatrizes. Meu corpo já foi esmurrado muitas vezes. Cansei. Canse de sofrer. Cansei de me drogar. Cansei de anestesias. Cansei. Simplesmente cansei. E é por estar tão cansado que talvez minhas asas não funcionem e eu morra esmagado no chão depois da minha ultima anestesia. Adeus mundo humano, vou voar livre de tudo e todos.
Entre poemas e canções
Muitas vezes nem se passa pela cabeça das pessoas o quanto dói escrever certas coisas. E eu até entendo um pouco disso. O Brasil é um país onde se custa aprender a ler, imagina então a ler com o coração. Certas vezes te alivia escrever sobre os sofrimentos, sobre as angustias, sobre as coisas ruins do dia a dia. Mas isso nem sempre vem do fundo do coração. Quando se remexe em brasas, o fogo levanta e logo se expande. É difícil escrever sobre coisas fortes, até porque poucos vão te entender. Pessoas pegam um poema, olham, lêem de novo e por fim não tiram tantas conclusões, não enchergam o filme que ali se passa, a história em si de todo aquele sofrimento interno. Acho que por esse motivo deixei de escrever tanto sobre a minha pessoa, a minha pessoa interna, que tão poucos conhecem. Por trás de todo tipo de literatura emotiva existe uma história, seja ela clara ou oculta. Aprenda a ler mais do que com seus olhos. Aprenda a ler com a alma, com o coração. Aprenda a sentir cada frase, cada palavra, cada minuscula letra que se passa pelo seu cérebro. Sinta e saberá ver o mais intenso da vida e de dentro de si.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Mundo Real
O mundo real não é, nem nunca foi o meu lugar. Eu sempre fui tão sonhador, ainda sou. Sei o momento certo de sonhar, mas isso não quer dizer que eu nunca me pegue sonhando no momento errado. Gosto de sonhar. Gosto dos pesadelos e gosto das minhas bobas ilusões. Gosto de sonhar com o futuro, com o passado. Fecho os olhos e ali está o meu domínio. Vejo o que quero. Vivo tudo que desejo. Sempre ali, sentado ou deitado, na cama, no sofá, enquanto tomo banho. Tudo é tão mágico quando fecho os olhos, mas a realidade é dura demais as vezes. Quando fechamos os olhos, somos atingidos. Faz tempo que não sonho em paz.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
À instabilidade das cousas no mundo
"Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,
Depois da luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.
Porém se acaba o Sol, por que nascia?
Se formosa a luz é, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?
Mas no Sol e na luz, falta a firmeza,
Na formosura não se crê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.
Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância."
Gregório de Mattos
Depois da luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.
Porém se acaba o Sol, por que nascia?
Se formosa a luz é, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?
Mas no Sol e na luz, falta a firmeza,
Na formosura não se crê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.
Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância."
Gregório de Mattos
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Amigo de verdade
Vejo tantas coisas no decorrer dos dias, dos meses, dos anos. E, quase que todos os dias, eu penso no quanto as pessoas reclamam, ou falam mal de seus supostos amigos. Há sempre cobranças, insatisfações, intrigas. Raramente uma amizade nos dias de hoje é pura, inocente, muito menos vem de dentro do peito. Um dia eu encontrei alguém. Em poucos dias encontrei um refugio. E então, desde o primeiro dia, sei que tenho para onde correr quando tudo desaba. Ele vai estar sempre lá, no seu lugar. Poderei contar sobre os dias em que sorri e também dos dias em que chorei. Tenho a certeza de que ele me atenderá se eu ligar desesperado. Ele estará sempre ali. Ele me disse que estaria. E sempre esteve até o dia de hoje. É um amor incondicional. Não há razão, muito menos palavras para descrever. Não é por base de troca, não é por interesse. É por amor. Um amor que talvez não existisse hoje sem um dedinho do destino, ou quem sabe de Deus. É um amigo. Um amigo do qual eu nunca esquecerei. Um amigo que mesmo ausente, estará presente se eu quiser. E não é reciproco. Não cobramos nada um do outro, fazemos, ou falamos, o que vem de dentro, o que é para ser dito. A gente ama sem culpa. Ama por amar. Só é triste o fato de eu nunca ter tido a oportunidade de dar um abraço, fazer um carinho e dizer: "Estou aqui. Finalmente, estou aqui".
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Bifurcação
Queria uma bifurcação, um divisão no caminho que eu sigo. Que em algum ponto eu possa escolher tudo o que quero para mim e o que não quero levar junto de mim adiante. Assim eu poderia viver melhor. Conseguiria ter mais esperanças, sonhos. Queria seguir um caminho livre, sem pesos, sem correntes, sem nuvens de cinzas que queimam qualquer vestígio de coisa boa que tem ao meu redor. Queria poder, em algum momento, ser dono de toda a minha vida.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Por onde começar?
Como qualquer outra pessoa que decide criar um blog, eu não fazia ideia de como começar. Não sabia sobre o que escrever. Passaram muitas coisas na minha cabeça. Mas decidi começar por um coisa que conheço bem: Preconceito. O que seria o preconceito? Segundo o Dicionário Aurélio, preconceito seria: 1. Conceito ou opinião formados antecipadamente, sem maior ponderação ou conhecimento dos fatos; ideia preconcebida. / 2. Julgamento ou opinião formada sem se levar em conta o fato que os conteste; prejuízo.
Mas será que as pessoas fazem o minimo de noção do que é ser vitima de preconceito? Por exemplo, a humilhação que uma criança sofre por ser negra em um meio de outras crianças todas brancas. Ou então, o velho conhecido do bullying, o "NERD". Até onde passa pela cabeça das pessoas o prejuízo que isso causa a alguém? Uma criança branca não nasce com a opinião de que o negro não é igual a ela, ou então que o menino desajeitado, tímido e que usa óculos seja inferior. Isso vem de casa. Isso vem dos pais, avós, tios e irmãos.
Porém tem o outro lado. As crianças que sofrem de bullying (que é o gênero de preconceito menos aceitável, já que vem de seres humanos que mal viveram em sociedade e já excluem os outros) muitas vezes sofrem caladas sem ninguém ao menos perceber em casa. Onde estão os pais dessas crianças que mudam de comportamento da noite para o dia e ninguém faz nada? O certo seria que os pais notassem que o filho está mais quieto, que ele não conversa ou então não fala mais da escola e dos amigos. Deveriam lutar pelo bem estar do próprio filho.
Portanto, a culpa não é de um dos lados, mas sim dos dois. Juntos colaboram para o aumento de bullying nas escolas. Se o pai, ou a mãe do aluno que está sendo prejudicado não procura uma solução indo as escolas, conversando com os professores, como as instituições fariam algo? Pensem. Espero que algum dia ninguém mais ouça falar de bullying. Seria um grande passo na batalha contra o preconceito.
Mas será que as pessoas fazem o minimo de noção do que é ser vitima de preconceito? Por exemplo, a humilhação que uma criança sofre por ser negra em um meio de outras crianças todas brancas. Ou então, o velho conhecido do bullying, o "NERD". Até onde passa pela cabeça das pessoas o prejuízo que isso causa a alguém? Uma criança branca não nasce com a opinião de que o negro não é igual a ela, ou então que o menino desajeitado, tímido e que usa óculos seja inferior. Isso vem de casa. Isso vem dos pais, avós, tios e irmãos.
Porém tem o outro lado. As crianças que sofrem de bullying (que é o gênero de preconceito menos aceitável, já que vem de seres humanos que mal viveram em sociedade e já excluem os outros) muitas vezes sofrem caladas sem ninguém ao menos perceber em casa. Onde estão os pais dessas crianças que mudam de comportamento da noite para o dia e ninguém faz nada? O certo seria que os pais notassem que o filho está mais quieto, que ele não conversa ou então não fala mais da escola e dos amigos. Deveriam lutar pelo bem estar do próprio filho.
Portanto, a culpa não é de um dos lados, mas sim dos dois. Juntos colaboram para o aumento de bullying nas escolas. Se o pai, ou a mãe do aluno que está sendo prejudicado não procura uma solução indo as escolas, conversando com os professores, como as instituições fariam algo? Pensem. Espero que algum dia ninguém mais ouça falar de bullying. Seria um grande passo na batalha contra o preconceito.
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