domingo, 17 de junho de 2012

60 segundos




O relógio tem corrido um pouco, ou talvez sejam apenas meus pés ansiosos pelo próximo dia. O tempo avançou e eu perdi muita coisa. Muita coisa que nem é mais importante. Muita coisa que ficou para trás como a preguiça, o nada, o vazio. Eu completei meus pulmões com ar, com vida. Eu sinto meus músculos voltando à tona, minhas palavras viajarem no ar, minhas células vibrando como nunca. Sinto os olhos cansados se abrindo de manhã, e a noite, antes de dormir, a sonolência que me faz bocejar. Eu sinto a vida na pele, no rosto, no peito, na dor, no sorriso. Antes disso, foram apenas 60 segundos.

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